segunda-feira, janeiro 01, 2007

Querem matar a música!

Um belo dia, estava indo para o trabalho quando, no rádio (e era - vejam vocês, hein? - a Antena 1 !!!!), começa a tocar um negócio estranho... presto mais atenção e noto que é - pasmem, morram e apodreçam todos - Stairway to Heaven em versão samba, cantado com vozinha de mulher. É isso aí... Stairway to Heaven, do (até então) glorioso Led Zeppelin estropiada numa ridícula versão sambinha-do-crioulo-doido, entoado por uma vozinha enjoadinha de mulher! Acreditem, se quiserem!!

Tá certo, tá certo... Stairway é mais batida do que carro de pleiba bêbado e tá longe de ser uma das melhores do Led... uma espécie de música-chave pra abobado citar quando diz que adora rock - "pô, massa, curto rock pra caralho, Stairway to Heaven é demais!"; mas daí a transformá-la num sambinha medíocre foi um assassinato em primeiro grau que já me deixou irritado logo de manhã!

Furioso, imediatamente mudei de estação e coloquei numa espécie de "concorrente" da Antena 1 que, aqui em Blumenau, se "encarna" na 90.5 FM (??)... e sabem o que estava rolando? Uma espécie de versão funk (ou hip-hop ou qualquer outra dessas porcarias ditas da "periferia", indevidamente apropriadas dos EUA e convertidas hipocritamente pelas Casés da vida nos "hinos" dos desvalidos do Brasil) de Wish You Were Here, do Pink Floyd, outra manjadíssima, mas muito bonita e envolvente como "Stairway...". Sabe aquela batidinha lenta, repetitiva, com um cara falando de fundo e os acordes mais do que conhecidos do "Wish..." igualmente estuprados, estragados e jogados na lama? Pois é... é de pirar qualquer amante da boa música!

Que hoje em dia não se faz mais música como antigamente, disso todo mundo sabe. Que em lugar de músicos talentosos estão aparecendo um monte de moleques retardados armados com equipamentos eletrônicos de última geração, especialistas apenas em combinar uma seqüência interminável de samples, idem. Que já virou uma modinha irritante o tal de "nu-metal", com suas fusões esquisitas de ritmos e que mais parece um caldeirão de insanidades juntadas por adolescentes problemáticos (os tais "emos"), também, também... mas o que devia ser proibido é difundir versões mediocremente macabras de músicas que embalaram toda uma geração. Pra quê fazer versão dance da trilha sonora do Rocky Balboa (que é ótima!), pra quê fazer versão sambinha de "Stairway"? Pra que fazer versão musiquinha-de-periferia de "Wish..."? Porra (só falando assim mesmo!), isso é fazer nego perder a vontade de viver! Que prazer mórbido em estragar músicas legais! O que essa gente ganha com isso?

Muito tempo atrás, ouvi "These are the days of our lives", uma das músicas mais lindas do maravilhoso e insubstituível Queen numa versão de arrepiar os cabelos, cantada por aquela imbecil da Lisa Stansfield. Simplesmente quis sumir quando ouvi aquela coisa ridícula... pensei que ia parar por aí, mas não... a coisa descambou pra putaria musical, indecentemente, sem o menor respeito! Pois se até falaram em ressuscitar Queen botando o George Michael no lugar do Freddie Mercury... como se isso fosse possível ou mesmo minimamente aceitável (se bem que isso foi um boato antiquíssimo que ouvi por aí).

Quero acreditar piamente que nem Led Zeppelin nem Pink Floyd autorizaram que algumas de suas mais significativas peças fossem simplesmente destruídas por gente irresponsável, louca e que merecia morrer de tanto apanhar... mas ainda assim fica uma insegurança no fundo da alma... será que alguma dia ouvirei "Who Wants to Live Forever" estuprada numa versão "pagode romântico de saxofone" e latida pelo Alexandre Pires? Valham-me todos os santos do céus!

Um comentário:

Anônimo disse...

Não nos responsabilizamos por:
1 - Perda de cabelo;
2 - Perda de sono;
3 - Perda de sanidade;
4 - A música do elevador.

Agora eu entendo por que os lemmings se suicidam aos montes.