Depois das insossas biografias anteriores, a de Tchaikovski (Пиотр Илич Чaиковски - 1840-1893) foi uma excelente leitura para o final de semana. É curioso como o excesso tem o dom de levar o ser humano para baixo... no final, Tchaikovski teve um final mais ou menos parecido com o de Oscar Wilde, numa época em que ser homossexual era uma gross indecency (ou, no caso do russo, uma непристойность брутто), passível de degradação, perda de direitos civis ou prisão (como se tudo isso fosse adiantar alguma coisa!).
Entretanto, mesmo após a leitura de um extenso livro sobre o assunto (quase 500 páginas), é de se suspeitar sobre a veracidade de tudo que está lá. Afinal, foi um gringo quem o escreveu e sempre rola uma pitada de revanchismo entre EUA e Rússia que pode contaminar de parcialidade as histórias das grandes personalidades e, por uma tortuosa extensão, as relações entre os países do biógrafo e do biografado, ainda mais quando estas não são exatamente cordiais.
Por exemplo, qual é a finalidade concreta de, no meio da descrição de todo um contexto histório do século XIX, o autor dizer que na rua Borosovski Khapilov (nome inventado agora porque eu não tô com o livro aqui pra lembrar da nomenclatura correta da rua!), onde Tchaikovski morou em S. Petersburgo, hoje tem um McDonald's? Ou de dizer de modo enfático e repetido várias vezes que toda a censura sobre o compositor imposta aos biógrafos russos da época pôde ser liberada quando os mesmos emigraram para os EUA e lá puderam falar todos os "segredos" que antes eram obrigados a esconder?
Uma hora vai chegar também der Untergang (trazido celeremente pela 中華人民共和国). (chuu-ka-jin-min-kyou-wa-koku em japonês, zhong-hua-jen-min-gong-huo-guo no bom chinês ou ainda jung-hwa-in-min-gong-hwa-gug em coreano - como hoje estou de veneta, botei as transliterações ideográficas correspondentes à República Popular da China)
Um comentário:
sdfdsf
Postar um comentário