Estava ontem na academia fazendo a clássica esteira depois da sessão de exercícios. Pra não me aborrecer durante 20 minutos, costumo catar uma revista qualquer e abri-la sobre o painel da esteira, só pra não ver o tempo passar. Até podia dar uma olhada na televisão, mas só de ver a cara da tal de Ana Maria falando bobagem sobre bobagem naquele programete dela já fico de estômago revirado... podia até pedir pra mudar de canal, como não passa nem o Pica-Pau, nem o Snoopy, nem o Popeye, nem os Caça Fantasmas (Filmation Ghostbusters), nem o Frajola, Pernalonga ou Tom & Jerry (tudo dos antigos), então pego a Veja (que só serve pra isso mesmo) e dá-lhe leitura indigesta logo cedo (preferível a TV indigesta!)... tudo em nome do desejo de ver o tempo passar mais depressa.
Vai daí que folheando aquela josta, dou de cara uma reportagem sobre um zinho aí de não sei que lugar do mundo que está sendo celebrado por ser o sucessor daqueles outros lá que jogavam xadrez (nunca lembro os nomes arrevesados desse povo). É dito na reportagem que esse zinho pode armazenar 500.000 jogadas na memória e fazer não sei quantas análises a priori e se antecipar a não sei quantas mil jogadas à frente do adversário e blablabla e blablabla e... e... zzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
Enfim (como diria aquela gravação do trote do advogado), grandesh merdaish armazenar 500.000 posições e análises e não sei mais o quê. Se é pra pagar um pau, prefiro fazer isso para os rabinos, sábios que estudam as milhares de páginas do Sefer ah-Zohar e ainda as interpretam de acordo com os preceitos sagrados do judaísmo (que não são poucos). Esses sim são de se tirar o chapéu!
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