Último dia de 2018. Muito trampo no emprego, na família... dá tempo de escrever aqui não, cumpadi! Antes de prosseguir no tema desta postagem, não tenho como desejar um feliz 2019 a todos pois os próximos quatro anos serão uma imensa bola de merda com o elemento que escolheram pra ser presidente. Espero que sobrevivamos à corja que virá por aí e, sinceramente, eu tenho um pressentimento de que este país jamais será como antes...
Mas voltemos à terceira (e espero que última) parte desta saga sobre as mulheres que passaram pela minha vida. Na parte anterior, contei como as coisas se deram no Colegial e fiz uma transição para deixar claro que agora as coisas seriam narradas a partir do nível superior.
Apenas um momento autobajulatório antes de prosseguirmos: fui um dos pouquíssimos da minha turma do Colegial do Liceu (entre 1990 e 1992) que conseguiu, sem cursinho, passar no concorridíssimo vestibular da UNICAMP, uma das universidades da América Latina mais prestigiadas do mundo em pesquisa de ponta. Tudo bem que não consegui minha primeira opção (e dou graças a Deus por isso, conforme já expliquei na segunda parte da série, no penúltimo parágrafo), mas me formei à custa de muito sacrifício (noites sem dormir passadas em casa, nas bibliotecas e em laboratórios devorando livros, fazendo exercícios e trabalhos e conquistando arduamente o conhecimento) em Matemática Aplicada e Computacional, tendo feito depois o mestrado e o doutorado em Engenharia Mecânica, num percurso total de 12 anos (de 1993 a 2004). Hoje, como docente da Universidade Federal da Fronteira Sul há sete anos, encontro-me numa posição confortável que devo principalmente à minha amada esposa, minha maior incentivadora e amiga, que me impeliu a prestar concurso público em 2010. Como funcionário público federal e docente pesquisador numa universidade pública, ocupo uma posição social de respeito na cidade que me acolheu, a doce Laranjeiras do Sul, onde me sinto em casa apesar de, do início, não ter me acostumado à pacatez do lugar, originário que sou de uma das maiores cidades brasileiras.
Em 1993 eu passei basicamente estudando como louco na tentativa de me adequar a uma realidade completamente nova, em que os professores basicamente deixavam a nós a tarefa de aprofundar um aprendizado ao qual eles apenas abriam caminho. Só que em 1994 ela chegou, a Fabiana, vinda da Análise de Sistemas da PUCCAMP. Filha de italianos e dona de uns olhões verdes de fazer o peão perder o rumo, foi paixão à primeira vista (de minha parte apenas, infelizmente, já adiantando!) quando a notei na sala de uma disciplina que fazíamos juntos (se não me engano, Análise I, com o Sérgio Tozoni!). Ela era da Estatística, então eu a via constantemente no IMECC. Passei o ano todo tentando fazê-la se interessar por mim, mas não fui bem sucedido. E olhe que não foram poucas as tentativas. Naquela época eu não sabia quando parar e fui bem insistente mesmo, algo de que não me orgulho nem um pouco e que certamente foi o motivo de ela se afastar cada vez mais. Tentei até ser amigo das amigas dela, incluindo a insuportável Patrícia (mais uma!) de Guaratinguetá e uma feinha com cara de tartaruga a quem cheguei a emprestar o volume 2 (primeira edição!) do meu "Um curso de Cálculo", do Guidorizzi, devolvido depois de muito tempo todo estourado na lombada e soltando páginas, pelo que nunca perdoei a referida feinha, que o diabo a leve!
Seja como for, a coisa não deu certo e ela acabou se envolvendo com uns caras da Engenharia de Computação, tendo caído inclusive no papo do horrível Ari (um cara repulsivo, xavecador latino dos mais desprezíveis que, segundo consta, apareceu até no programa "Quer namorar comigo?" do maligno e vil címio çantos) e finalmente se casado com um bundelho qualquer, oriundo daqueles gringos sujos de Brabante e Flandres.
Eu ainda a via (já namorando o flamengo sujinho) quando ingressei (e lá permaneci durante pouco tempo) no coral Zíper na Boca, do Instituto de Artes (na época comandado pela maestrina Vívian Nogueira), mas ela já não significava nada pra mim. No convívio com pessoas legais (e outras nem tanto!) dos mais diversos cursos, conheci a Lara, moça cega, linda, doce e simpática, do curso de Música (e que tocava bateria). Numa excursão do coral pra não me lembro que cidade, sentamos lado a lado e, depois de muita conversa, trocamos carinhos. Teríamos evoluído para algo mais (e eu não tinha problema nenhum com o fato de ela ser cega), se não fosse uma amiga canalha dela que nos afastou - até hoje não entendi o porquê!
Em 1995 entrou a Janaína no curso de Biologia. Mineirinha de Araxá, era um amor de garota, como toda mineira e tinha uma belíssima comissão de frente. Pegávamos o busão juntos pra universidade e, papo vai, papo vem, acabamos nos aproximando. O grande problema é que eu não dirigia na época (nada veio de graça ou fácil pra mim!) e, tendo eu a convidado pra um apresentação do Paralamas do Sucesso que haveria no ginásio da UNICAMP e dito que não teria como buscá-la por não ter habilitação, ela indignamente me trocou pelo Wolf, outro tipo repelente, semelhante a uma hiena ou fuinha, que também uma amiga dela estava tentando empurrar há tempos, só porque ele tinha carro (depois vim a saber que era um Golf preto - o cara não devia ser pouca coisa!)! Porra, que merda, hein? Só amiga melando meus esquemas, sifudê! Só sei que depois dessa mandei a Janaína pastar, pois marias-gasolinas são totalmente contra meus princípios. A sorte é que nunca mais trombei com ela pelo campus, pois o IB (Instituto de Biologia) era bem fora de mão do entorno do IMECC onde eu ficava.
Entre 1996 até 2001 foram só equívocos atrás de equívocos que não valem a pena ser citados. Eu estava preocupado em me formar e ver o que eu ia fazer da minha vida no futuro, embora eu tivesse virado escravo dos chats (do hoje Portal Terra principalmente, que na época ainda era o Zaz/Nutecnet). Por meio deles conheci e me envolvi com várias mulheres até de fora de Campinas, indo atrás delas de busão. As mais marcantes (e isso não significa necessariamente uma coisa boa) foram a tia das pizzas e minha primeira namorada oficial, carinhosamente apelidada por mim de Montanha após traumático rompimento no início de 2001). As demais foram perda de tempo em tantos níveis que realmente não compensa estender esse relato além do fato de que - putaquepariu! - como era difícil encontrar mulher que prestasse nesses tais chats, benzaDeus!
E assim se conclui a triste história das mulheres que passaram pela minha vida!
P.S.: você poderia estar se perguntando: mas e sua esposa, Carlão? Por que não fala nada dela? Simplesmente porque ela não é uma mulher que passou pela minha vida. Ela É a minha vida e sou imensamente grato ao universo que a colocou em meu caminho, quando eu já estava definitivamente desistindo de encontrar uma companheira. Com ela cresci, aprendi (e continuo aprendendo), ensinei (e sigo ensinando!), melhorei como pessoa (principalmente) e assim estamos juntos há 16 anos (e 12 de casados)! Que sorte a minha! <3