1) O Brasil e o México são os únicos países que têm lugares que prestam pra fazer a lua-de-mel no mesmo lugar do programa. Nos demais, ou se vai pra México (no caso da nazistalhada) ou pra África ou outros lugares "exóticos" (sempre sob a ridícula ótica eurocêntrica), em geral ex-colônias (que reagem passivamente - como sempre! - a mais essa invasão);
2) Todo mundo que participa desse troço tem algum problema psicológico. O mais comum deles é um apego exagerado, pesado e doentio à família: "aaaaaiiiin, eu só caso se minha mãe aprovar", "se meu pai fizer cara feia eu fujo", "se minha irmã não for ao meu casamento, eu desisto!", e por aí vai. Bem vindo ao século XVIII;
3) No caso das versões internacionais (principalmente as européias), a merda das "diferenças culturais" é um porre: tem sempre um indiano, paquistanês, afegão, pirado do leste europeu ou oriental que vai ficar de frescurinha por causa das "origens étnicas", porque "casamento na Índia é coisa séria", porque "o islã diz que bibibi", mas os "eslavos bobobó", "porque meu pai é coreano e muito rígido"... CARALHO! Tão fazendo na Europa Ocidental então O QUÊ, PORRA? Voltem pros seus shitholes e se arrumem por lá, ué!
4) Tudo na lua-de-mel vai às mil maravilhas, mas quando se passa pra fase de morar junto, tudo degringola com uma rapidez impressionante!
5) Ligado à observação anterior, também é impressionante o fato de se observar a quantidade de "adultos" disfuncionais: deixam lixo de cozinha apodrecendo dias, não levantam um copo da mesa, reclamam pra lavar a louça, largam a cama em pandarecos... parece que estão num hotel!
6) Quando pegam de volta seus celulares... misericórdia! Quanta treta, quanta briga, quanta coisa mal resolvida... na versão italiana, um dos caras deixou as chaves da casa aos cuidados de uma ex-peguete e achava que a "noiva" estava exagerando ao ficar putaça da vida com isso!
7) Aliás, homem tá foda, né bicho? A gente acha que rola uma evolução mas, no final, latinos, europeus e gringos continuam machistas e achando que mulher tem que servi-los, em maior ou menor escala;
8) Quando rola o tal "reencontro", poucas vezes se vê uma discussão razoável e tranqüila sobre os casos que não deram certo. É quando vem à tona todo o descontrole e a falta de inteligência emocional que se nota nessas gerações mais novas;
9) Mesmo antes disso, é nítido como ninguém sabe se comunicar hoje em dia. Quando rola o encontro com os amigo dele ou dela, é um atropelando o outro, é um provocando o outro, é um passando por cima do outro querendo impôr a sua opinião... não conversam, quase brigam!
10) Eu não sei se rola algum acompanhamento psicológico de fundo ao longo desse programa. Nunca falaram nada e nunca se deu a entender que isso havia. Mas, se não há, devia haver. Todo mundo sai com o psicológico fudidíssimo desse programa!
11) Estendendo a observação anterior para realities semelhantes, é triste ver como o povo sacrifica o psicológico em detrimento de um premiozinho bunda (tem pirado pedindo 600 mil reais em casa peba em cidade idem... mais do que os 500 mil de, por exemplo, Ilhados com a sogra - outro programa que fode com o psicológico da galera).
Acho que quando era só o BeBeBê o nível era subterrâneo. Hoje, sai do outro lado do mundo!