Lendo postagens antigas de alguns blogs de amigos, fiquei curioso por saber como eles andam, que têm feito da vida. De alguns soube quando estive em Campinas no começo deste ano. De outros, só tenho notícias breves. Outros ainda, nem isso.
Por extensão, acabei pensando também naqueles que não foram meus amigos... naqueles que tiravam sarro de mim na escola, ou que faziam sucesso, eram populares, enquanto eu ficava no meu canto estudando, já que mulheres (ou, na época, apenas garotas) eram apenas parte dos meus sonhos eróticos de adolescente babão (lembro de uma vez que, numa prova de História, eu escrevi sobre o Tiers État assim mesmo, em francês no original e fui ridicularizado por não ter preferido escrever "Terceiro Estado" como todo mundo - aliás, poucos do fundão sabiam o que era o Terceiro Estado. Sei lá, pode ter passado uma imagem de pedantismo, mas eu nunca fui mesmo fã do lugar-comum ou da pobreza de espírito; além disso, pedantismo é mostrar o que pretensamente se sabe em horas impróprias).
Por onde será que anda essa gente? Será que as famas de "popularzinho", "bonzão", "gostosão", "esportista" deram a esse povo um status melhorzinho do que... "popularzinho", "bonzão", "gostosão" e "esportista"? Será que conseguiram vencer por si próprios sem o paitrocínio? Será que o "jeitinho esperto", o wits, a "resposta pra tudo", aqueles olhares trocistas e o riso frouxo lhes garantiram uma boa posição, ainda que falsa? Sim, porque posição sólida se conquista com trabalho e talento e não com más caras e bocas. Estão aí há 8 anos os "brothers globais" desesperados por estenderem seus 15 minutos de fama além das Playboys e das entrevistazinhas/atuações medíocres em programinhas ordinários que não me deixam mentir. Pensando melhor, fazer "caras" e "bocas" é da profissão de artista, mas não vi nenhum deles na televisão ainda, sequer naquelas difusoras obscuras que só pegam chuviscando na antena parabólica...
Pode estar transparecendo um certo despeito nisso que estou escrevendo. Mas não creio. "Curiosidade mórbida" talvez, à la Padre Natário, do Crime do Padre Amaro, que se interessava por saber se os inimigos já tinha estourado após intrigarem-nos mortalmente. Eu não chego a tanto. Não desejo que ninguém estoure, e nem eles; tampouco faço intrigas.
É que existem certas fases de nossa vida em que, agracedendo a Deus por tudo que se conquistou pelo conhecimento adquirido a duríssimas penas e pela confiança que as pessoas depositaram em nosso trabalho, se pensa nos "opostos" que fizeram parte de nossa vida e que gozaram da "fama do oposto" num período em que isso era tido como "personalidade forte", ou o que seja. Será que esta "personalidade forte" os ajudou a vencer? Sem um background adequado (entendam como quiser), duvido muito!
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