Eu vivo escrevendo aqui que acho o cúmulo da sacanagem estragarem certas músicas. Sacanagem com o artista e sacanagem com o ouvinte, que se sente ofendido em ter que aturar certas porcarias realmente podres em termos de interpretação. Já comentei aqui sobre Lisa Stansfield destruindo These are the days of our lives, anônimos massacrando Led Zeppelin e Pink Floyd, os insuportabilíssimos sertanojos maculando Paul Young e Air Supply...
Definitivamente não sou fã de regravações, mas tenho que reconhecer que algumas são boas, pois são feitas por músicos competentes e de mesmo gênero (ou semelhantes). Por exemplo, ficaram boas as interpretações de algumas canções do Pink Floyd e do Led Zeppelin pelo Dream Theater... isso pra falar só o feijão-com-arroz.
Agora, o que não dá pra agüentar é ouvir uma vozinha enjoada e gemebunda de mulher (parecia que estava dando), em ritmo de Bosta Nova (!!!!!!!!!!), detonando Play the game, do álbum The Game (Queen, 1980). Fiquei arrepiado de indignação quando percebi que a porcaria que estava tocando no som ambiente de uma loja pela qual estava andando ontem era uma imensa, grotesca e ultrajante difamação de uma das músicas mais simpáticas deste bom álbum.
Fazer o quê, né? O veneno se propaga mais rápido que a cura!
Um comentário:
Sou um cara bastante aberto a outras "leituras" das músicas, desde que executadas por intérpretes que não assassinem a essência expressiva original das músicas.
Quando isso acontece, é realmente nojento!
Mais nojento ainda são as versões "adaptadas" (geralmente a mesma música com letra diferente, em outro idioma).
Mas há excessões... A mais curiosa a meu ver foi "Amor e Poder" (Rosana) ficou surpreendentemente melhor que a versão original da Carly Simon.
Pela ousadia, a crítica "global" a classificou como "brega" e a cantora sumiu da mídia em detrimento da incompetência do que permaneceu. (O realmente brega.)
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