quarta-feira, março 18, 2026

A extrema-direita burra (pleonasmo vicioso) e o "funça"

Que a extrema-direita nesse país é burra, obtusa, limítrofe, degenerada, entreguista, lambedora de frieira de gringo(*) e não sabe juntar duas frases que façam um mínimo de sentido (e ainda conseguem, nesse baldado intento, enchê-las de teorias conspiratórias!), é sabido desde as estrelas do firmamento até o mais ínfimo grão de areia do fundo das fossas Marianas. São verdadeiros ogros imbecis, tardos de raciocínio, que metem "taxa do 'amor'" em tudo (eles ainda acham que a esquerda tá ligada nessa infelicidade cirandeira de "o amor venceu"... bem, talvez até uma parte dela ainda esteja bordejando nessa idéia nefasta!) e dariam o Brasil inteiro pro diabo laranja se pudessem. Sério! Tem bozolóide por aqui que acha que o Brasil devia ser integralmente passado para o controle dos EUA, sei lá, para que virássemos o 52º estado gringolóide (tá, aquele shithole de Porto Rico não é oficialmente estado gringo, mas é como se fosse, tecnicamente, então foda-se!).

Sendo como são, é claro que bozolóides (que é como chamo os sectários da extrema-direita raivosa, babugenta e intolerante) não têm acesso ao Serviço Público Federal senão como meros usuários. Um concurso público brasileiro é dificílimo e só quem se prepara muito consegue passar para o nosso lado. Sim, eu sou, há quinze anos, servidor público federal com orgulho, docente e pesquisador de universidade pública federal e meu chefe é o Presidente da República. Na minha universidade trabalho como um louco pra fornecer ao corpo discente o melhor de minha formação (que, por sua vez, também se deu numa pública... por sinal, uma das melhores do mundo!).

Infelizmente, nem tudo são flores e - curiosíssimamente! - existe dentro do funcionalismo público federal vermes de extrema-direita representantes do que há de pior em termos de seres humanos. A maior prova de que bozolóides não batem bem da cabeça é soferem a clássica síndrome da barata e do inseticida: trabalham sob a perspectiva (até mesmo desejada quando não, no mínimo, apenas tolerada com "mal menor") de que lhes tirem direitos, lhes tirem estabilidade, lhes diminuam o salário e vendam seu local de exercício para empresas privadas, que os precarizarão como a maior parte dos canalhadas-CEOs-de-MEI hoje fazem com quem cai em suas garras. Quando a isso, realmente, nada a fazer. Se EU tivesse tal poder, botaria todos no olho da rua! Ora, que vão atrás de seus sonhos como empregados da iniciativa privada ou - mais utópica e ridícula... (cof, cof) - como "empresários", "dono do seu próprio tempo", "ascensão por meritocracia" (aaaaaarghhhhh!) e outras patifarias ultraneoliberais que eles adoram mugir ao vento, sem terem a menor idéia do que asneiam.

De qualquer modo, o termo funça é o que ultimamente a conservaiada podre de extrema-direita anda usando para se referenciar ao servidor público federal. Eivados duma inveja funda, corroídos pelo fel que lhes escorre abundante do fígado ao sangue e deste por todo o seu corpo imundos, dementados pela certeza de que nunca terão o poderio intelectual que lhes permita chegar sequer perto, o gado de extrema-direita muge forte o funça, na esperança de nos diminuir. No submundo da Internet, o pobre de direita (aquele fudido - em geral "autônomo"), o redpill, o fracassado seguidor de gurus de auto-ajuda, o arrombado, o corno, o teórico de conspiração, os entusiastas de bannon, QAnon, trumpe e similares, o retardado que nunca entrega os trabalhos que lhe confiam e fica pelos cantos falando da "taxa do amor" (caralho, bicho...)... todos eles bradam furiosamente FUNÇA enquanto seguem loucos pra conseguirem sua vaguinha do valoroso serviço público federal (spoiler: jamais conseguirão!).

Assim, tirando as malditas exceções, o serviço público federal segue forte, isento de interferências externas, coeso, blindado (o melhor que se pode fazer) contra ideologias extremo-direitistas. Jamais vocês nos derrubarão, malditos!

(*)NOTA: "gringo" é como EU chamo os estadunidenses. Pessoas de outros países são apenas "uns cara que vêm de fora".