quinta-feira, maio 14, 2026

O "casamento às cegas" polonês: só vergonheira

Tô assistindo ao "casamento às cegas" versão Polônia e posso dizer: tá sendo um circo de horrores, uma das piores temporadas da história do programa. Ninguém tá à vontade na frente de ninguém, nem mesmo junto de seus parceiros(a). Parece que tá todo mundo constrangido nas festas, sem saber o que fazer ou falar. Tu olha as interações e são só olhares carregados de mal-estar e uma espécie de vergonha. Casais que deviam estar aproveitando seus momentos juntos, mas que só sabem se debicar e criar atritos/ruídos na comunicação (quando ela existe, porque "comunicação" é o que menos está tendo). Aliás, parece também que ninguém sabe conversar ou segurar um papo por mais de cinco minutos e aí nascem picuinhas por causa de coisas ridículas. Tem uma tiazinha lá que veio do Casaquistão (!!!!!!) que é a pior: chatinha, mandona, enjoada e acho que até meio frígida! Bem fez o cara em largar dela porque essa aborrece a própria sombra!

Tenho algumas teorias: Polônia é um daqueles países estilo Hungria, um shithole conservador, cheio de mimimi no quesito "relacionamento homem-mulher", com caras novos destilando preconceito e machismo como seus pais, seus avós e bisavós provavelmente faziam e mulheres moderninhas demais (estilo Europa Ocidental) mas que não devem ser muito bem vistas num ambiente conservinho-reacionário no qual medra "aquele" povo (ainda mais isso pra ajudar). Tudo isso deve meio que engessar a sociedade polonesa e ela fica patinando entre uma tentativa de querer avançar e uma força pra puxar tudo pra trás, com prevalência desta. Daí ninguém consegue agir com naturalidade e sai esse rebosteio todo que, sinceramente, me causa vergonha alheia. Até a versão islâmica do programa foi, guardadas as devidas proporções, mais "soltinho" e com mais tretas divertidas de assistir.

"Casamento às cegas" (e eu já escrevi isso aqui) é meio que um programa onde todo mundo é problemático. Tu não vê uma pessoa normal ou em famílias normais (com algumas raras exceções): ou são todos pais separados ou são unidos com tanta melosidade e nhém-nhém-nhém que causa diabetes só de olhar. Também esses pais me parecem todos afetados e vivendo vidas que não me parecem muito reais. Mas, enfim, assisto esse troço pra desestressar da rotina do dia-a-dia que, te dizer, viu..., tem sido osso!

sábado, maio 09, 2026

O diabo veste talit

Todo mundo falando nesse filme aí. Fui dar uma olhada do que se trata. É apenas um filme roliudiano feito por judeus (pleonasmo vicioso duplo) para judeus, com atores judeus, baseado num "escrito" de outro judeu e que apenas mostra como judeus mandam nos goyim, mesmo que numa seara absolutamente inútil que é esse "mercado de moda". Uma espécie de vitrine de poder.

Num tempo em que judeus estão sendo mais mal vistos e odiados do que nunca, convinha eles ficarem na deles, de preferência no pedacinho de terra onde inventaram de alocá-los.

segunda-feira, abril 27, 2026

Que gozado (de novo!)...

...tem alguém lendo as tranqueiras do meu broggo. Toda vez que entro aqui, já tem uns par de visita em dias anteriores (às vezes passo semanas sem me logar) e meus textos antigos revirados! Weird!
Enfim, se quiser, continua lendaí e fique à vontade! Só não comente porque não quero ler/apagar comentário e até por isso que ando desligando a possibilidade de comentários em minhas postagens. Tenho mais idade e saco pra isso não, bicho!

terça-feira, março 31, 2026

Escabrosidades do português

A IA me disse que a terminação "-es" em sobrenomes de origem portuguesa significa "filho de" (?!?!). Eu sou Fernandes, logo "filho de Fernand". Quer dizer então que...

- Tavares = filho de Tavare (o Jay Tavare, aquele cara que trabalhou no "Street Fighter")?
- Rodrigues = filho de Rodrigu?
- Alves = filho de Alv?
- Soares = filho de Soar?
- Ramires = filho de Ramir?
- Fagundes = filho de Fagund?
- Lemes = filho de Lem?
- Martines = filho de Martin (Afonso de Souza!)?
- Vilares = filho de Vilar?
- Mendes = filho de Mend?
- Gomes = filho de Gom?
- Lopes = filho de Lop?
- Nunes = filho de Nun?
- Marques = filho de Marx?
- Telles = filho de Tell (o Guilherme Tell?)?
- Meireles = filho de Meirel (parece nome daquela merda de "Senhor dos Anéis (anais)"?

E por aí vai? É isso?

quarta-feira, março 18, 2026

A extrema-direita burra (pleonasmo vicioso) e o "funça"

Que a extrema-direita nesse país é burra, obtusa, limítrofe, degenerada, entreguista, lambedora de frieira de gringo(*) e não sabe juntar duas frases que façam um mínimo de sentido (e ainda conseguem, nesse baldado intento, enchê-las de teorias conspiratórias!), é sabido desde as estrelas do firmamento até o mais ínfimo grão de areia do fundo das fossas Marianas. São verdadeiros ogros imbecis, tardos de raciocínio, que metem "taxa do 'amor'" em tudo (eles ainda acham que a esquerda tá ligada nessa infelicidade cirandeira de "o amor venceu"... bem, talvez até uma parte dela ainda esteja bordejando nessa idéia nefasta!) e dariam o Brasil inteiro pro diabo laranja se pudessem. Sério! Tem bozolóide por aqui que acha que o Brasil devia ser integralmente passado para o controle dos EUA, sei lá, para que virássemos o 52º estado gringolóide (tá, aquele shithole de Porto Rico não é oficialmente estado gringo, mas é como se fosse, tecnicamente, então foda-se!).

Sendo como são, é claro que bozolóides (que é como chamo os sectários da extrema-direita raivosa, babugenta e intolerante) não têm acesso ao Serviço Público Federal senão como meros usuários. Um concurso público brasileiro é dificílimo e só quem se prepara muito consegue passar para o nosso lado. Sim, eu sou, há quinze anos, servidor público federal com orgulho, docente e pesquisador de universidade pública federal e meu chefe é o Presidente da República. Na minha universidade trabalho como um louco pra fornecer ao corpo discente o melhor de minha formação (que, por sua vez, também se deu numa pública... por sinal, uma das melhores do mundo!).

Infelizmente, nem tudo são flores e - curiosíssimamente! - existe dentro do funcionalismo público federal vermes de extrema-direita representantes do que há de pior em termos de seres humanos. A maior prova de que bozolóides não batem bem da cabeça é soferem a clássica síndrome da barata e do inseticida: trabalham sob a perspectiva (até mesmo desejada quando não, no mínimo, apenas tolerada com "mal menor") de que lhes tirem direitos, lhes tirem estabilidade, lhes diminuam o salário e vendam seu local de exercício para empresas privadas, que os precarizarão como a maior parte dos canalhadas-CEOs-de-MEI hoje fazem com quem cai em suas garras. Quando a isso, realmente, nada a fazer. Se EU tivesse tal poder, botaria todos no olho da rua! Ora, que vão atrás de seus sonhos como empregados da iniciativa privada ou - mais utópica e ridícula... (cof, cof) - como "empresários", "dono do seu próprio tempo", "ascensão por meritocracia" (aaaaaarghhhhh!) e outras patifarias ultraneoliberais que eles adoram mugir ao vento, sem terem a menor idéia do que asneiam.

De qualquer modo, o termo funça é o que ultimamente a conservaiada podre de extrema-direita anda usando para se referenciar ao servidor público federal. Eivados duma inveja funda, corroídos pelo fel que lhes escorre abundante do fígado ao sangue e deste por todo o seu corpo imundos, dementados pela certeza de que nunca terão o poderio intelectual que lhes permita chegar sequer perto, o gado de extrema-direita muge forte o funça, na esperança de nos diminuir. No submundo da Internet, o pobre de direita (aquele fudido - em geral "autônomo"), o redpill, o fracassado seguidor de gurus de auto-ajuda, o arrombado, o corno, o teórico de conspiração, os entusiastas de bannon, QAnon, trumpe e similares, o retardado que nunca entrega os trabalhos que lhe confiam e fica pelos cantos falando da "taxa do amor" (caralho, bicho...)... todos eles bradam furiosamente FUNÇA enquanto seguem loucos pra conseguirem sua vaguinha do valoroso serviço público federal (spoiler: jamais conseguirão!).

Assim, tirando as malditas exceções, o serviço público federal segue forte, isento de interferências externas, coeso, blindado (o melhor que se pode fazer) contra ideologias extremo-direitistas. Jamais vocês nos derrubarão, malditos!

(*)NOTA: "gringo" é como EU chamo os estadunidenses. Pessoas de outros países são apenas "uns cara que vêm de fora".

sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Ingratidão

IMPORTANTE: isso aqui era pra ter sido publicado logo após a última postagem (do dia 18/01/2026)... um ou, no máximo, dois dias depois. Mas eu sou meio preguiçoso pra escrever nesse blog (no início até que eu não era!) e, sendo um cara casado, com filhos e com um trabalho árduo, nem sempre se combinam as condições necessárias e suficientes pra que eu bote a bunda na cadeira e me ponha a escrever. Esse texto, em particular, tem sido escrito por partes, ao longo de dias, e hoje () é que ele foi concluído. Isso posto, leia-o como se ele tivesse sido publicado em 19/01/2026 ou 20/01/2026.

É tolice negar, minimizar ou mesmo ignorar a importância das redes sociais nos relacionamentos atuais. Não apenas elas vieram para ficar definitivamente, como passaram a moldar as dinâmicas entre indivíduos de todas as classes sociais e de todas as faixas etárias, numa insólita e improvável simbiose que, se não reverte em ascensão social pela maior possibilidade de contato da classe mais pobre com uma classe mais rica que poderia lhe propiciar melhores condições profissionais(1), ao menos democratizou e universalizou semelhante natureza de contatos.

É claro que, dentre as muitas conseqüências dessa dinâmica, surge toda uma nova netiquette(2) envolvendo comunicadores instantâneos (zapzap, Telegram, Signal, etc.), redes sociais variadas (Fuckbuck, Estragram, etc.) e sites para postagens de opiniões (Threads, Xuíter, etc.). Uma boa convivência nas redes é o reflexo da boa convivência real, e quem tem uma vida real equilibrada, correta e boa tende a replicar isso nas redes... isso se estivermos nos referindo a pessoas normais, uma vez que há (e em imensa quantidade, infelizmente) gente com tendências psicóticas, esquizofrênicas e/ou a quaisquer outras doenças mentais que você queira (da moda ou não) que encontraram no ambiente virtual um "local" perfeito para dar vazão a loucuras e a demências que jamais teriam coragem de externar na vida offline, junto a pessoas de carne e osso. E é aí que aparecem os stalkers, os golpistas dos mais diversos matizes, os haters, os flammers, os MGTOWs (e suas vertentes mais perigosas como os redpills e os incels) e muitos outros degenerados, contribuintes para uma Internet pouco segura nos dias que hoje vigem.

Mas restrinjamo-nos a fatos mais prosaicos e corriqueiros do dia-a-dia virtual, os quais, mesmo carregando aparente simplicidade, podem causar danos psicológicos: trata-se do ignorar. Como deve ser de conhecimento público, o ato de ignorar denota falta de comprometimento, desprezo e pouco caso. Na vida real, ignorar significa você não dar a mínima pra alguém ou alguma coisa; significa que aquilo ou aquela pessoa estar ou não estar ali não faz a mais remota diferença. Ignorar é muito mais forte do que odiar ou querer mal, porque odiar e querer mal significam sentimentos ainda presentes relacionados a alguém, enquanto ignorar é equivalente ao desprezo, ao fato de que a pessoa pode estar estrebuchando na sua frente que você não moverá um dedo para ajudá-la porque realmente não tem (ou passou a não ter) mais nada com ela.

No mundo virtual, ignorar, desprezar ou fazer pouco caso se revela por atos simples: uma mensagem lida no zapzap e não respondida, uma foto não curtida por alguém que você esperava que o fizesse, a ausência de comentários em uma postagem de sua autoria, e por aí vai. Muitas vezes, o desprezo de alguém causa uma sensação de ingratidão na outra parte, e é sobre isso que eu queria falar agora, rapidamente.

Tivemos eu e minha patroa em nossa história recente de vida (coisa de uns três ou quatro anos pra cá) dois casos sérios de ingratidão. Eu não ligo muito pra isso além da necessidade de colocar esse papo aqui, no meu blog pessoal, que ninguém lê, como uma espécie de registro de experiências (e é bom que ninguém o leia, pois acaba ficando um canto intocado na vastidão da Internet só pra mim mesmo! E mesmo que alguém leia, eu bloqueio comentários, de modo que jamais alguém poderá comentar além daquilo que já foi comentado em postagens antigas - e olhe que este blog fará 20 anos agora em 2026!). Só que minha esposa meio que se entristece, pois ela é uma pessoa de muito bom coração.

O primeiro caso é de uma ex-vizinha que alugou a casa ao lado da nossa, enquanto construíam a dela (com o "marido"; entre aspas porque eles eram apenas juntados - e talvez até hoje sejam! - e eu só considero que alguém carregue os augustos nomes de marido e esposa quando devidamente ligados pela lei de Deus - casamento na igreja, ao menos para nós, católicos - e a dos homens - o famoso casamento "no civil"). Ela tinha a mesma atuação profissional da minha patroa e o cara lidava com os computadores da escola onde estudam meus filhos. Ficamos próximos nós quatro, mais minha patroa com essa guria, a ponto de estarem constantemente batendo papo, ou minha esposa na casa dela ou ela na nossa. Coisa de vizinha mesmo, sabe? Aqueles papos/mexericos/fofoquinhas que sempre ocorrem entre vizinhas que descobrem muitas coisas em comum e se tornam (supostas) boas amigas. Foi uma amizade bem legal que durou por todo o tempo em que a casa deles estava em construção. Bem perto de se mudarem (pois a casa tinha ficado pronta), o sujeito conseguiu um emprego melhor, num banco, em que ganharia substancialmente mais (eu acho!). Foi a conta para isso subir à cabeça dela e começar a se achar ryca (com "y" mesmo!). Numa brincadeira totalmente inocente que minha esposa fez com ela numa DM do Instagram, nada tendo a ver com essa suposta mudança de status, a guria meio que se queimou sem nenhum motivo aparente e passou a ignorar minha amada. Pouco tempo depois, saíam ambos de mudança para sua casa definitiva, tendo rolado uma despedida muito da chocha e nenhum convite para que fôssemos conhecer a casa nova. Minha esposa, por um motivo qualquer do qual não vou me lembrar, ainda conseguiu ir lá e dar uma olhada por cima, mas eu jamais entrei. As comunicações virtuais cessaram e nós nunca mais tivemos qualquer contato com esse povo. Houve uma ou outra vez em que cruzamos com eles por aí, mas não passou de um cumprimento meio constrangedor, como se tivéssemos feito alguma coisa pra eles. E assim morreu de modo bem esquisito mesmo um relacionamento de amizade que teria sido legal continuar, pois as duas combinavam muito: bastava ver como se divertiam e riam em suas conversas. Realmente não entendi!

O segundo caso é ainda pior. Lembra da vizinha da postagem anterior? Ela e o marido viveram no condomínio quase tanto tempo quanto nós (somos os mais velhos lá(3)) e presenciamos muitas de suas brigas, pois ela era (e ainda é!) completamente desequilibrada. De ter problemas mesmo, de boa. Aqueles troços de bipolaridade, meio misturado com esquizofrenia, etc. e tal. Ambos autônomos numa profissão que, bem adminstrada, poderia fazê-los ricos (ou ao menos muito bem de vida). Só que administrar a grana não era com eles, de modo que passaram por muitas pindaíbas lascadas, chegando ao ponto de terem água cortada, pais ajudando a passar o mês senão morriam de fome, coisas assim. O problema é que ele era um molenga e ela uma deslumbradinha, ostentando nas redes uma vida social incompatível com sua constante penúria. Ainda, por mal de pecados, eram bozolóides, o que pra mim é um imperdoável desvio consciente de caráter. Mesmo assim, vai, a proximidade física e o tempo de convivência fez com também nos aproximássemos desse casal, uma vez que política não era assunto que tratássemos nas vezes em que calhava de rolar uma conversa mais longa nos finais de semana em que não estavam ocupados (pois o trabalho deles eram principalmente desempenhado nos sábados e domingos). Por motivos que não vêm ao caso aqui, o relacionamento entre eles começou a degringolar e ele saiu uma primeira vez de casa. Ela ficou sozinha com a filha e passou péssimos bocados, quando então minha esposa a ajudou de vários modos (mas nada envolvendo dinheiro). Até mesmo eu prestei uma ou outra ajuda. Passado um tempo, o cara voltou, pras coisas degringolarem ainda mais e eles se separarem definitivamente depois de alguns meses. A partir daí, virou uma chavinha na cabeça da dondoca e ela passou a nos ignorar completamente, sem causa aparente. Talvez tenha nos achado uma gentalha, ela que convivia com suas comadrinhas metidas a riquinhas, numa sociedade jovem e podre de alto a baixo, em que todos se traem entre si e agem como se ninguém soubesse, tendo ainda o desplante de aparecerem na igreja como se não estivessem atentando contra um dos Dez Mandamentos!

Mas, enfim, ela se agarrou a um novo machinho, um pobre-diabo tão feio quanto insignificante (numa prova de que realmente anda faltando homem por aí!) e se mandou do condomínio/saiu do grupo do WhatsApp. Novamente, minha esposa não mereceu a mais pífia palavra de agradecimento por tudo que fez por ela em momentos de real necessidade. Nem uma mensagem em qualquer rede social, nem um agradecimento ao vivo, nada vezes nada vezes nada. Saiu de nossa vida pra virar uma completa estranha, o que se comprovou hoje (20/02/2026), quando encontramos ela pela rua e ela mal olhou na nossa cara. Só cumprimentou minha patroa porque foi absolutamente inevitável. Eu nem olhei na cara dela, por já lhe ter birra há tempos, e quando pego birra de alguém, é pra sempre.

E é aí, nessas indas e vindas do mundo, que pessoas passam pela nossa vida, que nos tornamos etapas ultrapassadas nas vidas de outras pessoas e não deixamos marcas dignas de lembrança. Por esse motivo que temos que ser importantes para nossas esposas/maridos e filhos(as), pois amizades depois dos 30 realmente não se sustentam!

Notas
(1), (2) e (3): eu ia comentar sobre esses itens, mas meu saco ficou cheio e não quero mais falar sobre isso.

domingo, janeiro 18, 2026

Gente negativa e a primeira boa notícia do ano!

Adoro inícios de ano porque são períodos de mudanças, renovação e troca de energias (preferencialmente das ruins para as boas!).

E é justamente sobre isso a postagem de hoje: enfim saiu do condomínio, após longo tempo, uma vizinha que era tudo de ruim: bozolóide (a típica pobre de direita fudida, falida, CEO de MEI, caloteira, mal falada na cidade pelos calotes e que acredita em todas as besteiras de extrema-direita que os PhDs em zapzap disseminam a rodo pelas redes), antipática, duas-caras, dissimulada, interesseira, meio ogra... um horror deplorável de "pessoa" que não difere em nada daquela escrota que fez (má) "fama" há algum tempo (inclusive tem o mesmo perfil físico, o jeitão brucutu de "empresária" que acha que pode tudo e desconfio até que faria a mesma coisa se tivesse a chance, não exatamente no mesmo contexto).

Serião, ela deixava no condomínio uma puta duma energia negativa pela simples presença; isso quando não dava seus pitis e ataques de loucura que a faziam berrar com o marido, que, aliás, se mandou (foi um livramento pra ele, de boas!). Não foram poucas as vezes em que nos assustamos com os gritos dela ecoando pelo condomínio, nos vários acessos de fúria dela. Coisa de gente totalmente descontrolada, descompensada e com todos os parafusos do (pouco) cérebro frouxos!

Enfim, ela e o machinho filhote de cruz-credo que arranjou que se fodam e que vão ser felizes (a seu modo, porque bozolóide nunca é feliz!) bem longe da gente! Que vão com o diabo e que ele os carreguem, coisas ruins! Vou sugerir ao dono do imóvel um bom banho de descarrego por todos os cômodos da casa, pois do contrário o próximo inquilino sofrerá com os resquícios dos maus fluidos daquele traste de mulher!

[UPDATE DE 06/02/2026] Fiquei sabendo que o machinho que a fulana arrumou é um presta-pra-nada. Claro, eu já tinha visto que era um bode de tão feio, mas me contaram que é um cabação, semi-virgem. Nunca conseguiu namorar e essa minha ex-vizinha meio que tá sendo a "primeira" namorada dele. Além disso, é um joãozinho-ninguém que tem uma empresoca de qualquer coisa aí e é de família pobretona (ou, ao menos, remediada). Do jeito que a fulana era metida a ter hábitos de luxo, já tô vendo o futuro do "casal": ela arrancando-lhe o couro pra sustentar mochilinha de 4 mil reais e ele sendo um tremendo dum escravoceta, gastando toda sua grana para lhe fazer as vontades, um capachão que vai levar esporro dela o tempo todo, como o ex-marido levava. Eu, hein?

sexta-feira, janeiro 09, 2026

"Casamento às cegas" internacionais e suas tretas

Minha esposa me viciou no "reality" Casamento às cegas, uma imensa besteira do Netflix, mas que é legalzinho e relaxante de assistir. Como sempre, isso se iniciou no mais terrível país nazista do mundo e se espalhou pelos demais continentes. Assistindo isso há tempos (tanto a versão nacional como as internacionais), cheguei a algumas conclusões:

1) O Brasil e o México são os únicos países que têm lugares que prestam pra fazer a lua-de-mel no mesmo lugar do programa. Nos demais, ou se vai pra México (no caso da nazistalhada) ou pra África ou outros lugares "exóticos" (sempre sob a ridícula ótica eurocêntrica), em geral ex-colônias (que reagem passivamente - como sempre! - a mais essa invasão);

2) Todo mundo que participa desse troço tem algum problema psicológico. O mais comum deles é um apego exagerado, pesado e doentio à família: "aaaaaiiiin, eu só caso se minha mãe aprovar", "se meu pai fizer cara feia eu fujo", "se minha irmã não for ao meu casamento, eu desisto!", e por aí vai. Bem vindo ao século XVIII;

3) No caso das versões internacionais (principalmente as européias), a merda das "diferenças culturais" é um porre: tem sempre um indiano, paquistanês, afegão, pirado do leste europeu ou oriental que vai ficar de frescurinha por causa das "origens étnicas", porque "casamento na Índia é coisa séria", porque "o islã diz que bibibi", mas os "eslavos bobobó", "porque meu pai é coreano e muito rígido"... CARALHO! Tão fazendo na Europa Ocidental então O QUÊ, PORRA? Voltem pros seus shitholes e se arrumem por lá, ué!

4) Tudo na lua-de-mel vai às mil maravilhas, mas quando se passa pra fase de morar junto, tudo degringola com uma rapidez impressionante!

5) Ligado à observação anterior, também é impressionante o fato de se observar a quantidade de "adultos" disfuncionais: deixam lixo de cozinha apodrecendo dias, não levantam um copo da mesa, reclamam pra lavar a louça, largam a cama em pandarecos... parece que estão num hotel!

6) Quando pegam de volta seus celulares... misericórdia! Quanta treta, quanta briga, quanta coisa mal resolvida... na versão italiana, um dos caras deixou as chaves da casa aos cuidados de uma ex-peguete e achava que a "noiva" estava exagerando ao ficar putaça da vida com isso!

7) Aliás, homem tá foda, né bicho? A gente acha que rola uma evolução mas, no final, latinos, europeus e gringos continuam machistas e achando que mulher tem que servi-los, em maior ou menor escala;

8) Quando rola o tal "reencontro", poucas vezes se vê uma discussão razoável e tranqüila sobre os casos que não deram certo. É quando vem à tona todo o descontrole e a falta de inteligência emocional que se nota nessas gerações mais novas;

9) Mesmo antes disso, é nítido como ninguém sabe se comunicar hoje em dia. Quando rola o encontro com os amigo dele ou dela, é um atropelando o outro, é um provocando o outro, é um passando por cima do outro querendo impôr a sua opinião... não conversam, quase brigam!

10) Eu não sei se rola algum acompanhamento psicológico de fundo ao longo desse programa. Nunca falaram nada e nunca se deu a entender que isso havia. Mas, se não há, devia haver. Todo mundo sai com o psicológico fudidíssimo desse programa!

11) Estendendo a observação anterior para realities semelhantes, é triste ver como o povo sacrifica o psicológico em detrimento de um premiozinho bunda (tem pirado pedindo 600 mil reais em casa peba em cidade idem... mais do que os 500 mil de, por exemplo, Ilhados com a sogra - outro programa que fode com o psicológico da galera).

Acho que quando era só o BeBeBê o nível era subterrâneo. Hoje, sai do outro lado do mundo!

quarta-feira, janeiro 07, 2026

Esse ano promete!

A situação geopolítica do mundo está entrando numa fase perigosa, estilo Guerra Fria (ou coisa muito pior). Não ando mais apreensivo porque, realmente, mexer com o Brasil é complicado, mas com países como a Venezuela(*) sofrendo intervenções diretas e destrutivas dos EUA como tem ocorrido, creio que não demora muito a conflitos mais ou menos explícitos eclodirem e levarem a uma nova situação (ou reorganização) mundial. No mínimo, uma perda da dependência de muitos países, que passarão a ser satélites de outros mais militarizados.

Quem viu a falha das tentativas sócio-comunistas no Leste Europeu, no que as ex-repúblicas soviéticas se tornaram e o estado dos países que ainda insistem nisso sabe que não tem como essa nova "repolarização" terminar bem. Enfim, aguardemos!

Por aqui teremos novas eleições, e a IA e as fake news que daí advêm estarão mais fortes do que nunca, de ambos os lados. Também prevejo uma merda lascada nesse sentido, mas um bom resultado ao final. Enfim, aguardemos!

(*) Venezuela, a meu ver, morreu como país. É só retirá-la dos novos mapas-mundi a partir de 2027!

quinta-feira, janeiro 01, 2026

Outro ano que se inicia!

"Desde 2018, a lógica é a mesma: o bolsonarista estica a corda institucional até o limite, testa as margens da legalidade e, quando a realidade cobra a fatura, grita perseguição e procura a rota de escape mais conveniente. A fuga pode ser física, simbólica ou narrativa. Vale sair do país, pedir asilo moral às redes sociais, esconder-se atrás de teorias conspiratórias. O que não vale é assumir responsabilidade."

Neste trecho de um texto do Leonardo Sakamoto (a quem, aliás, faço algumas ressalvas no posicionamento ideológico que ele costuma apresentar em seus artigos) se resume de modo definitivo o que é o Método Bozonazista de Manipulação da Política e da Opinião Pública (MEBOMAPOP). Infelizmente conheço pessoas que se bandearam para o espectro maligno (ou talvez sempre tenham pertencido a ele!) e que seguem exatamente este roteiro, mesmo que não participem do butim que os rapinantes dividem nas altas esferas (a.k.a cavaleiros do capital alheio ou - o meu preferido! - pobres de direita).

Entretanto, não vou me estender sobre este assunto. O que eu quero é desejar um feliz 2026 a todos os que não lêem este blog, que completa 20 anos de muita irrelevância e ocupação de espaço nos servidores de sei lá qual empresa. É o primeiro ano em que a Mega da Virada não é feita na virada e mais pro final do ano completar-se-á o primeiro ano da prisão do maldito. Além disso, é quando Lula será reeleito para seu quarto mandato, bem como haverá o segundo mandato do areia mijada que desencaminha o estado de SP (bem, nem tudo é perfeito; que se exploda essa gente que me fez perder o carinho por minha terra natal!).

Falou aê e maneirem na comida e pratiquem atividade física porque a idade cobra seu tributo!

sexta-feira, dezembro 19, 2025

Update da postagem anterior...

...ótimo! Cassaram o bananinha e o outro lá! Além disso, estão implicando a "reserva moral" (a.k.a. aquele crente do Diabo) do PL (Partido dos Ladrões) em movimentações financeiras suspeitas (e espero que ele seja tirado do caminho também!). Definitivamente, 2025 não foi o ano pra extrema-direita tupiniquim e - esperemos! - que nenhum outro ano o seja! Porque extrema-direita é retrocesso, é tosquice, é perda de direitos, é favorecimento de ricos, é achaque aos pobres, é precarização do trabalho, é ameaça ao serviço público e às universidades públicas, é um arrasto para o obscurantismo de tudo que temos de mais ou menos bom neste país.

É que eu não chafurdo no submundo digital da corja reacionária, mas todos eles devem estar paranóicos e adoecendo cada vez mais da cabeça, o que acho ótimo. Tem um leitão vagabundo que eu conheço de passagem aí que deve três meses de aluguel continuamente (e vive de amigos que o ajudam por motivos que não vou dissecar aqui, até porque já fiz isso de leve noutra postagem), não honra as contas, engana os outros, paga de bonzão (mas é incompetente), almoça miojo todo dia, raspa os últimos tostões do dia pra comer pão na janta e, mesmo assim, vota na extrema-direita meritocrática, de cujos representantes é um belo dum chafardel lambe-botas. Esse javardo vil enche a boca pra se referir às coisas da esquerda como "do amor": "taxa do amor", "imposto do amor" e etc., por causa da babaquice da extrema-esquerda que disse que o "amor venceu". Nisso estou com O Mestre, que não tem essa de "amor" não. Com animal de extrema-direita a gente lida na base do laço, da espora e do chicote, que é essa a linguagem que ele entende.

Todo apoio à Polícia Federal, que não se verga a ideologias! Que venham as eleições de 2026 e que elas sirvam para a limpeza do Congresso Nacional, para mais 4 anos de bonança e para enterrar de vez no lugar de onde jamais deveriam ter saído os vermes reaças!

sábado, dezembro 13, 2025

Que final de ano, senhores!

As notícias neste dezembro de 2025 são boas demais pra que eu não comente brevemente a respeito:

  • Cassaram zambolha, a despeito da canalhada de terno ter feito tudo pra impedir isso;
  • Tiraram Xandão daquela lei magnética lá! Isso tem implicações maravilhosas:
  1. O diabo laranja pegou as caras do bananinha e daquele quiumba que anda com ele e esfregou num monte de merda mole; depois, deu-lhes a ambos um baita pontapé no traseiro;
  2. Ambos se tornaram pesos-mortos nos EUA (como já o eram aqui no Brasil). Como é mesmo? Eles achavam que tinham influência na Casa Branca? (pausa para rir até perder o fôlego);
  3. Periga de cassarem bananinha também!
  • O diabo bozonazi tá encarcerado (tá, é notícia do mês passado, mas tá valendo no cômputo geral da satisfação!). O ideal seria que estivesse gramando a cana em Pedrinhas (e que justamente nesse tempo rolasse um daqueles famosos motins que só eles sabem fazer!), mas já tá de bom tamanho a coisa;
  • A bozonazaiada reles (a.k.a. "pobre de direita") toda perdida, em loop de surto psicótico permanente, estocando alimentos porque "agora é questão de horas pra confirmarem o comunismo e isso aqui virar Venezula/Cuba/Coréia do Norte (à sua escolha)", em pânico pelos submundos da Internet, compartilhando como nunca informações desencontradas, falsas, de pastores (citando bíblia), de adEvogados (citando interpretações distorcidas e equivocadíssimas da lei - lembra do papo do artigo 142 da Constituição?), teorias de conspiração absurdas e loucuras que nem o mais psicopata dos esquizofrênicos seria capaz de imaginar (até o Enéias eles ressuscitaram!)! É lindo ver esses animais dando cabeçadas atrás de cabeçadas entre eles!

Enquanto isso, o cidadão trabalhador que dá duro tá ali, assistindo a tudo isso com uma cervejinha e um petisquinho do lado, feliz da vida de ver o Brasil retomando um rumo um pouco mais normal (pra variar um pouco) depois da demência entre 2019 e 2022.

Sigamos, porque 2026 é ano de decisão, de continuar a botar o Brasil nos eixos e de renovar o congresso, tirando aquela corja que tomou conta de tudo e hoje emperra todas as decisões na tentativa (tão insistente quanto improdutiva) de liberarem o seu "miCto" da merecida reclusão compulsória.

E o meu amado estado de São Paulo? Que se exploda! Que o areia mijada bote pedágio em toda a avenida Paulista depois de reeleito e privatize ainda mais a energia elétrica e o saneamento do estado e da cidade, com contas a partir de 1000 reais de água e eletricidade (e com tudo falhando e faltando)!

terça-feira, dezembro 09, 2025

Carai, bicho!


Tá vendo esse graficuzinho aí em cima? Segundo o brogospotto, isso são as origens dos acessos ao meu brogo! Tenho certeza de que tudo isso é fake: afinal, que que caboco hongkonguiano vai querer fazer aqui, ainda mais sem entender porra nenhuma do que tá escrito?

Eu, hein?



sexta-feira, setembro 12, 2025

Condenado!

Se bem que 27 anos é pouco... mas se for em regime fechado, gramando uns 17 anos já tá de ótimo tamanho. Ele e os outros lazarentos que o acompanharam, principalmente essa milicalhada porca que, por sua vez, espero, percam suas patentes e suas aposentadorias.

Excelente presente atrasado de aniversário. Pra mim. Pro Brasil.

E se você não gostou, tá aqui a corda. A árvore tá ali na frente! Só fazer o serviço! :-)

domingo, junho 22, 2025

Nota meteorológica só pra fazer post novo

Que vento do cacete, puta merda! Vento misturado com chuva e uma friaca querendo se assenhorear da região, enquanto atualizo o VBA da minha planilha de cálculos de soluções de sistemas lineares!

Muito bom clima para isso, aliás!

quinta-feira, março 13, 2025

A falácia da meritocracia

Depois que o país quebrou e entrou numa era permanente de polarização sócio-político-econômica, volta às bocas da extrema-direita a conversa de "meritocracia", que, pela definição formal, é uma

"forma de administração cujos cargos são conquistados segundo o merecimento, em que há o predomínio do conhecimento e da competência."

Entretanto, quando os maluquinhos da extrema-direita se apossam de algo, eles o distorcem segundo sua visão corrompida do mundo, resultando que a "meritocracia", segundo eles, passa a ser o que você pode vir a ter/ser se trabalhar como um louco (isto é, ou sendo um "autônomo" sem qualquer proteção trabalhista garantida por lei ou sendo um "funcionário" submetido a um autêntico regime de quase-escravidão).

Infelizmente, o que a vida real mostra é que muitos autônomos viram noites trabalhando e conseguem, no máximo, vender o almoço pra pagar a janta. Conheço VÁRIOS assim. E o mais engraçado é que TODOS, sem exceção, abraçaram as ideologias de extrema direita e realmente se acham próximos dos que detêm o poder, sendo, em verdade, meros capachos dos ricaços que os mantêm por perto para servirem aos seus propósitos, concedendo, para isso, uma proximidade fictícia que os ilude. Gente que se diz "amiga" de fulano X, Y ou Z (todos ricaços), recebem destes esmolas (coisas velhas, usadas, inúteis), algumas oportunidades espaçadas de trabalho (que não renderão grandes coisas no final) e crêem que de fato um dia sairão da merda cultivando essas "amizades" e essas relações espúrias de troca.

Por outro lado, também conheço empregados que lambem o saco do patrão e/ou da corporação em que trabalham, esquecendo que, quando chegar a hora (e ela sempre chega!), serão sumariamente despedidos/substituídos sem que qualquer explicação lhes seja dada. Trabalham em horários esquisitos, precisam de biscates/expedientes extras para equilibrar as contas e vivem numa corda-bamba mental, naquele limiar entre a sanidade e o descontrole que tira do sério mesmo os mais centrados. Como os autônomos, dentre estes funcionários também conheço os adeptos das pautas de extrema-direita, incensando essa "meritocracia" pela qual eles supostamente ascenderiam mas que, curiosamente, sempre os mantém por baixo, impedidos que são pela dura realidade de que quem está acima não os deixará subir de forma honesta, por mais supostamente competentes que sejam; perseveram, porém, e seguem achando que seus talentos de predestinados, diferentões e escolhidos (seja lá por quem for!) ainda os farão triunfar. Sim, eles pensam que são diferentes de todos e têm maior capacidade de se darem bem, mesmo que andem de carro velho e morem em apartamentos apertados ("mas é meu!") indefinidamente.

O interessante da coisa é que estes autônomos/empregados acabam por mimetizar o comportamento dos que os usam como capachos, incorporando seus discursos, os quais, já sendo inaceitáveis e atrozes nas vozes de quem tem o poder, se tornam risíveis, ridículos e caricatos na voz de gente que mal tem onde cair morta. O sujeito chora em rede social que vai ser despejado (pois está devendo três meses de aluguel numa cidade cara em que insiste em morar!) e implora por ajuda (pra não conseguir comer mais do que miojo), mas se acha o fodástico que um dia vai imperar sobre todos e deixar seu nome na história (spoiler: não vai!) porque domina uma profissão de nicho e se considera um eleito por isso; o outro trabalha numa função de base já quase em idade de se aposentar, mas arrota superioridade por pensar que sua função é fundamental no mundo (spoiler: não é!). Um terceiro tem surtos e mais surtos psicóticos durante o exercício de sua estafante atividade profissional liberal, que mal lhe rende pra pagar as contas básicas! E assim segue a fila de meritocratas, que tiveram suas cabeças cheias da falácia de que trabalhar incansavelmente para suprir as necessidades dos ricos os tornará, por sua vez, também ricos. Enquanto isso, os filhos destes ricaços vão subindo na hierarquia de suas empresas familiares (ou mesmo em outras), herdam impérios sem saber como vão mantê-los e se tornam os chefes em detrimento dessas "sumidades" que se achavam predispostas a um sucesso que jamais conhecerão, porque jamais passarão do que realmente são: capachos de rico.

Em Matemática (o único reino em que a generalização é buscada e desejável), basta um único contra-exemplo para colocar abaixo toda uma teoria. Esses casos citados (e que com certeza não são únicos) já são o suficiente pra fazer cair por terra essa conversa de que meritocracia funciona e que, se você não está se beneficiando dela, é porque não está se esforçando o suficiente, como adoram dizer os coaches (o estrato social abaixo dos pedófilos, dos molestadores e dos serial killers).

Quando cheguei nessa cidade, havia, numa espécie de favelinha, um barraquinho formado por um monte de cacos de porcaria caindo aos pedaços num terreno de tamanho regular. Mas era um barraquinho daqueles miseráveis mesmo, coisa quase de gente sem teto. Em 14 anos que moro aqui, eu vi esse barraquinho de cacarecos evoluir para uma casa de madeira. Capenga, é verdade, mas com direito até a varandinha e uma garagenzinha (com carro!) do lado. Eu não sei se quem mora lá é a mesma família do barraquinho destronchado original e nem sei se é dela essa construção, mas o fato do barraquinho evoluir para uma moradia com um mínimo de dignidade é o que pode realmente ser chamado de meritocracia. Quem quer que esteja morando/seja dono de lá, lutou e fez acontecer. Volte à definição no início desta postagem: "(...) cargos são conquistados segundo o merecimento, em que há o predomínio do conhecimento e da competência.". Alguém com competência conseguiu guardar dinheiro com seu trabalho e modificar (conquistar melhorias para mudar) radicalmente sua vida. A evolução (conquista!) é a marca da meritocracia. Quem (supostamente) é o melhor em algo e não mostra evolução na existência não tem sequer o direito de arrotar meritocracia como um dogma a ser aceito sem discussões dentro da ideologia doente da extrema-direita. E outra, hein? (nunca é demais ressaltar): você irá sempre até um certo ponto, se ligando a essa gente. JAMAIS eles te deixarão subir mais, a partir de um certo patamar. Você SEMPRE ficará na dependência dos ricaços! Portanto, pra não ficar mais feio do que já está, PARE de falar em meritocracia se você for um autônomo fodido ou um empregado!

Fica, por fim, uma reflexão: todos sabemos que as ideologias de (extrema-)direita privilegiam ricos. Quem desses 50% que deram vitória à porcaria que desgovernou o país por quatro anos realmente se enquadra nessa categoria (excluindo besteiras como pautas de costumes e religiosas, que são mero efeito colateral)?

UPDATE de 19/03/2025: este artigo é do Leonardo Sakamoto, um cara odiado pela extrema-direita, que o acusa de ter feito curso de terrorista com não sei quem, curso de comunismo não sei onde, aprendido a ser esquerdista na putaquelospariu do raio que os partam... não importa quem seja, o que ele seja ou instrumento de que poder o estejam arvorando. É um artigo lúcido e que mostra de modo ainda mais eloqüente o quão ridículos, deploráveis, risíveis e caricatos os paladinos do capital alheio (a.k.a. pobres de direita) são.

sexta-feira, janeiro 03, 2025

19 anos do DDL

Não há o que comemorar não. Não é um blog denso e consistente, muito menos com coisa que preste. É só mesmo um repositório dos meus pensamentos e divagações, que não levam a nada e nem constroem nada de positivo (pelo menos de negativo também não). Vários anos tiveram apenas uma postagem e nada do que está aqui pode ser usado como "referência histórica" nos anos correspondentes pois nunca comentei nada de nada sobre conjuntura da época ou algo parecido. Isso aqui é apenas um espaço de "desabafo pessoal pífio".

O DDL, iniciado em junho de 2006, foi a "evolução", no Blogspot, de um blog anterior que eu nem me lembro mais onde era hospedado. Só me lembro de que era besteira em cima de besteira que eu escrevia lá e, desde então, amadureci, revi muitos pontos de vista em minha vida, mudei e sigo mudando, mesmo que com muita dificuldade pra ainda acertar, aos 50 anos, arestas de um comportamento no qual há muito da influência deletéria ancestral de portugueses broncos, toscos e ignorantes, verdadeiros animais sobre duas patas.

"My life, nothing was easy till now", já cantava Curt Smith em Brian Wilson Said, do maravilhoso álbum Elemental de 1993. E pra mim sempre foi assim: nada foi fácil, nada foi de graça, nada foi completo. Tudo foi sempre com um gostinho de "falta alguma coisa".

Aliás, foi em 1993 que ingressei na universidade e comecei a moldar uma vida sob esse signo da incompletude constante. Anos bons, anos ruins, anos mortos, anos sem grandes recordações. Enfim...

Mas já que seguimos no barco, continuemos a remar, sempre na esperança de encontrar alguma coisa boa no fim. Vamos lá, 2025!

terça-feira, dezembro 31, 2024

Última postagem de 2024

2024 foi, no cômputo geral, um bom ano pra mim no quesito financeiro e dos meus hobbies e só. Mas, no âmbito geral, foi um ano lixento, com tendência a piorar até 2026, quando então ocorrerá aquilo que já estou vaticinando há anos: a volta da (extrema-)direta ao poder. Mas sobre isso não vou discorrer não (embora pudesse) e quero mais é que se foda tudo isso.

Enfim, que venha 2025, pra ver se dá uma melhorada nas outras coisas (o que duvido).

segunda-feira, novembro 18, 2024

Coisas que me irritam (V): blogueiros que querem publicar seus blogs em forma de livro

Aqui vamos direto ao ponto: você não é tão interessante e nem tão importante. Portanto, blogueiro (semi-)anônimo da Internet brazuca, esqueça isso de querer reunir as postagens do seu blog que até então só você e meia dúzia de gatos pingados conheciam, organizá-las e publicá-las em forma de livro porque a) ou você vende sua limitadíssima tiragem inteira (pros amigos, pro papai e pra mamãe) e, mesmo assim, não vai decolar ou b) encalha tudo e aí você se fodeu lindamente. Quem aí (além de mim) lembra do cara do Cocada Boa e aquele troço sobre o Piauí? Quem leu o livro daquele cara do Pará? Cadê ambos agora nas livrarias? O Cocada Boa tá jogado às traças no Web Archive e ninguém vai lá. O paraense sumiu com o blog dele (que, quando era aberto, tinha realmente uma ou duas histórias boas mas... putz... quem se interessa por histórias pessoais hoje em dia, a menos que seja alguém de muito impacto?)...

Tem muita gente que tenta iniciar uma carreira literária assim, usando os recursos tecnológicos que temos hoje. O grande problema - repito! - é que ninguém é tão importante (tirando aí algumas exceções que se constroem sabe-se lá de que jeito!) pra isso dar certo. Esqueçam!

domingo, novembro 17, 2024

O Blogger é bem burrinho, né?

Por que ele contabiliza a mim mesmo como visita toda vez que acesso a página do blog? A porra tá vendo que eu tô logado e ainda assim ele soma 1 à quantidade de gente que vem aqui perder seu tempo. Ah, que saudade do IPStat, uma ferramenta mais confiável...

[UPDATE DE 13/07/2025] Ééééééé, minha gente! Isso aqui é burrinho mesmo! Daí eu clico no título da postagem e o Blogger conta como uma lida efetiva, mesmo tendo sido eu a fazer isso... deste modo, conclui-se que toda essa estatística (ou "errrrtatítica" como dizia meu professor de Estatística na univerdade, o "arrrrr-rrrentíno" Mario Gneri) é furada!